LUTO – Maria Lúcia Lauria Chiappetta

É com profundo pesar que as Edições Novo Horizonte lamenta o falecimento da premiada escritora, poeta e contista, Maria Lúcia Lauria Chiappetta. “Encantado com sua poesia que confirma quanto foi justo o Prêmio Nacional”, afirmou o escritor e sociólogo, Gilberto Freyre, referindo-se à premiação concedida à poeta (2º lugar)  no 8º Concurso Nacional de Poesia  com inscrição de 13.000 poetas.
      A autora participou ativamente da Revista de Literatura Novo Horizonte e de várias antologias produzidas pela editora. “A poesia de Lúcia Chiappetta tem ainda hoje o cheiro de mato das regiões visitadas, transmite a sensação da claridade dos trópicos, a aridez do sertão nordestino e a grandeza que ela encontra em cada toque transformando em lindos versos embasados no amor em suas diferentes formas e tempos de verbo. Nós, leitores, somos agraciados. E com Lúcia ao lado, voamos até chegar a Deus”,  afirma a escritora e jornalista, Ariadne Quintella no artigo “Conheça a poesia de Lúcia Chiappetta”, publicado na Revista de Literatura Novo Horizonte, julho de 2018.
        Lúcia Chiappetta é autora dos livros: “Corcéis da espreitada noite”, “A colheita do silêncio”, “50 poemas escolhidos do autor”, entre outros.  Em  “A colheita do silêncio” a escritora, poeta e jornalista, Lourdes Sarmento, ressalta a força poética de Chiappetta: “Trata-se de um trabalho consistente, de certa forma, um garimpo cuidadoso da poeta, numa busca que se ilumina e arranca do chão as raízes do seu território: a Palavra, súbito canto, rasgando asas de anjos e visões de fantasmas”.
        Segundo a escritora, professora e editora, Lourdes Nicácio: “a força da sua poesia vem da exuberância de símbolos que se multiplicam e ganham distâncias. Daí, a plenitude, o luminoso nos seus poemas, mesmo quando a descobrimos triste, sombria: ‘Há um olhar de Deus/ dentro da própria escuridão da vida”.       
       Lúcia Chiappetta é de ascendência italiana, mesclada às raízes nordestinas. O encontro destas duas forças amalgamou o seu caráter. De um lado, tendências, costumes, convívio, aprendizado dos ancestrais latinos. De um outro, a devoção expressa no dia-a-dia da sua região, assolada por grandes e, às vezes, trágicos acontecimentos: a estiagem, contínuas migrações, resultando na   bravura nordestina  de superar as carências impostas pelo subdesenvolvimento. O Poço da Panela foi   a seta que lhe desferiu a intuição   poética: um   passeio a cavalo, numa tarde, com o avô, aos cinco anos    de idade, descortinou-lhe a verde e exuberante vegetação. E o escrever, a medida do aperfeiçoamento que tentou obter, foi um valioso canal que a escuda e alivia.

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